Chuveiro
Me banhas com tua água eletronicamente temperada
Envolvo meu corpo em teus braços
E me esquento do frio que me aguarda em sopro constante.
Sinto teus toques leves em meu rosto quando fecho os olhos e me entrego.
Vejo tuas gotas suarem em meus braços
Te bebo e te cuspo na esperança de que tu notes o meu amor,
Mas quando olho para o chão,
Vejo tua calda transparente levando minha paixão pelo ralo.
Quando tua água deixa de esquentar,
Teus abraços se tornam frios e cínicos.
E por mais que eu tente me aproximar,
Me empurras perdendo o som motorizado do calor.
Me empurras porque perderas o interesse
Em banhar este corpo fraco e apaixonado
Que agora chora por não ser amado
Chora por ti, meu querido chuveiro.
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